Acaso

[Você pode ler esse texto ouvindo Mumford and Sons – Lover of the light]

Se algum dia, por acaso do caminho, falta de amor próprio, vergonha na cara ou vontade, eu aparecer na sua porta, abra. Se aí dentro de você ainda restar algo  que te faça pensar em nós, nem que de vez em quando, me chame para entrar.
Eu vou sentar no mesmo lugar do sofá onde sempre sentei e você vai se sentar ao meu lado. Vamos nos virar, um de frente para o outro, e vamos nos encarar por algum tempo. E você, por favor, não quebre o silêncio.
Vou me perder nos seus olhos depois de secar uma lágrima minha e outra sua e dizer que você continua linda. Mas tudo vai valer se no fim desse ritual seus olhos se voltarem para baixo e seus lábios se esticarem para os cantos, formando o sorriso mais lindo que eu já vi.
Se a luz do seu quarto me permitir ver meu orgulho, apague-a. E se meus olhos desviarem dos seus, mirando o nada e indicando que meus pensamentos estão longe, beije-me.
E por um instante, não importa quanto tempo tenha passado, eu vou lembrar que como você não há ninguém. Serei seu se você for minha, pelo menos por hoje ou enquanto durar nosso amor eterno que já acabou cinco vezes.
E se na manhã seguinte, você acordar e seus braços não acharem nada, foi falta de um beijo seu pra interromper minha fala, tirar meu fôlego e espantar minhas dúvidas.
Mas em cima da mesa tem um bilhete: “te amaria nem que fosse por um dia”.
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2 comentários sobre “Acaso”

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