fogo

[Você pode ouvir esse texto ouvindo Little Joy – Brand new start]

Ela é como a origem da humanidade ou a razão da existência. Ela é aquela equação matemática enorme que assusta mesmo os que sabem resolver apenas pelo tamanho do problema.

Ela é uma daquelas dúvidas que a gente não sabe responder e, talvez, justamente por isso não tire da cabeça.

É independente, segura, hiperativa, prática. Dura na queda. Faz o que tem que ser feito, doa a quem doer. Às vezes é insegura também, quem não é? Mas não que isso seja fraqueza, pelo contrário. Quando baixa a guarda da pra ver que ela também sangra e confessa que não da pra vestir a armadura o tempo todo.

Ela, mesmo sem intenção, te intimida com a presença e desconcerta com o olhar. Te faz sonhar com aqueles longos cabelos cacheados no final sobre o seu lençol branco. A essa altura você já imaginou aquele sorriso te dando oi de lado entre um gole de café e outro.

Ela é mutável. Tem seus princípios e jamais os abandona, mas quer o mundo e por isso muda de ideia o tempo todo. É provável que um dia você ainda vá ver uma foto dela cuidando dos leões na África e não se assuste se ela os tiver domado.

E nós? Bem, você já deve ter visto que duas chamas de fogo, quando juntas, aumentam de tamanho e ficam mais intensas. Nós somos assim.

Talvez nós sejamos menos do que poderíamos ser e às vezes, por breves momentos, mais do que deveríamos ser. Ou talvez na ordem inversa. Nem tenta entender… É complicado e sempre foi. Nem a gente entende.

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